O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que os casos de hantavírus registrados no Brasil não representam risco de pandemia e não têm relação com a cepa andina associada ao recente surto ocorrido em um cruzeiro internacional.
A declaração foi feita durante um evento realizado em Brasília pelo Ministério das Comunicações em parceria com o Ministério da Saúde.
Segundo Padilha, o hantavírus já é conhecido pelas autoridades sanitárias e não se trata de uma doença nova, diferentemente do que ocorreu com a Covid-19.
“O hantavírus não é um vírus desconhecido. No Brasil, a gente chega a ter entre 38 e 45 casos por ano”, afirmou o ministro.
De acordo com ele, atualmente o país contabiliza sete casos confirmados da doença, mas nenhum relacionado à chamada cepa andina, identificada em países da região dos Andes e associada a formas mais graves da infecção.
Padilha explicou que a variante encontrada no surto do cruzeiro é exclusiva da região andina e nunca circulou em território brasileiro.
“O Brasil nunca registrou circulação da cepa andina. Desde o final dos anos 1990 temos casos de hantavirose no país, mas sem qualquer identificação dessa variante”, declarou.
O ministro também reforçou que a transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas presentes em fezes e urina de roedores contaminados, mecanismo já apontado por especialistas em infectologia.
Segundo ele, o país possui estrutura técnica para identificar e realizar o sequenciamento genético dos casos registrados.
“A gente tem toda a estrutura para identificar e genotipar”, afirmou.
Padilha também destacou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não considera o atual cenário relacionado ao hantavírus como risco de pandemia.
A hantavirose é uma doença infecciosa considerada rara, mas pode provocar complicações respiratórias graves. Autoridades de saúde recomendam evitar contato com ambientes fechados infestados por roedores e reforçar medidas de higiene em áreas rurais e locais de armazenamento.







