Golpistas criaram perfis falsos de advogados para enganar clientes em quatro estados, resultando em um prejuízo estimado de R$ 500 mil. A revelação foi feita pela Polícia Civil do Piauí durante a Operação Falso Advogado, realizada na quarta-feira (4).
A ação, conduzida pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), resultou na prisão de 14 suspeitos. Esses criminosos usavam imagens de advogados reais, obtidas de processos públicos, para contactar clientes com números de telefone diferentes.
De acordo com o delegado-geral Luccy Keiko, os suspeitos informavam que as ações judiciais dos clientes tinham sido julgadas procedentes, exigindo pagamentos de taxas inexistentes, como um exemplo de R$ 10 mil. Nenhum dos golpistas era advogado ou servidor público, afirmou o delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Um dos casos envolveu uma vítima que foi instruída a realizar uma videochamada com um falso servidor do Tribunal de Justiça do Piauí, o que resultou na transferência de dinheiro. Os golpes afetaram tanto jovens quanto idosos, e outra vítima, com R$ 1 milhão para receber, perdeu R$ 70 mil.
Operação Falso Advogado
A operação teve como alvo prender 31 suspeitos e cumprir mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Fortaleza, Maracanaú e Manaus, com apoio das Polícias Civis de vários estados.
Esquema de Fraudes Judiciais
Os golpistas acessavam informações sigilosas e usavam técnicas de engenharia social para se passar por advogados das vítimas. Criavam perfis falsos no WhatsApp, solicitando pagamentos para liberar alvarás de processos judiciais.
O delegado Mácola alertou que advogados e tribunais não fazem pedidos de pagamento por Pix para liberar valores judiciais. Ele recomendou que os clientes verifiquem as informações diretamente com seus respectivos escritórios de advocacia.







